segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

* Disgrafia


A disgrafia é um disturbio da habilidade de escrever

A Disgrafia é uma dificuldade do aprendizado que como a dislexia afeta um número considerável de crianças e jovens no Brasil e no mundo. Ela é vista como um empecilho para o desenvolvimento das habilidades relativas a escrita, especialmente nas crianças. E por ser um transtorno da escrita ela pode acabar prejudicando o desenvolvimento educacional e pessoal do estudante se não for tratada a tempo.

É importante saber que a disgrafia pode ser de dois tipos: a disgrafia motora e disgrafia perceptiva. A disgrafia motora é caracterizada pelo disgráfico saber o que quer escrever mas não consegui realizara ação. Já a disgrafia perceptiva, envolve a habilidade da pessoa ser capaz de perceber a diferença entre símbolos da escrita, e por isto, ela está mais ligada a disortografia. Diferentemente da disgrafia, a disortografia não afeta a escrita das palavras mas sim a posição e ordem de seus elementos. Este é o caso da criança que frequentemente troca as letras das palavras.

Entre os principais sintomas da disgrafia estão:

Lentidão na escrita;
Letra ilegível;
Traços irregulares;
Problemas com organização espacial;
Problemas com a separação correta das palavras.

Outros sintomas da disgrafia

A disortografia é um pouco diferente da disgrafia

Os disgráficos frequentemente costumam inverter as sílabas das palavras, omitir letras, escrever letras espalhadas, além disto, eles também costumam segurar o lápis ou a caneta de forma diferenciada enquanto escrevem. Assim para um disgráfico escrever um texto ou copiar frases em uma folha de papel, pode ser uma tarefa não só estressante mas também cansativa. Então, fica mais fácil entender como por causa do contínuo fracasso em realizar tarefas causado pela disgrafia, uma criança pode desenvolver insegurança, baixa autoestima e desinteresse pelos estudos.

Tratamento da disgrafia

Exemplo de disgrafia

Para se resolver o problema da disgrafia é recomendável a busca por um acompanhamento individual complementar. Esta solução inclui um programa educativo individual ou P-E-I. Que como o próprio nome indica é desenvolvido para cada criança. O tratamento da disgrafia incluir a estimulação linguística global, através de um acompanhamento multidisciplinar.

Quem participa do acompanhamento multidisciplinar para disgrafia?


Alguns dos profissionais especialistas que podem participar desse acompanhamento multidisciplinar são: psicólogos, pedagogos, neurologistas e fonoaudiólogos. Na escola, os disgráficos também podem se beneficiar de avaliação com uma maior ênfase na expressão oral. Neste processo é muito importante contar com apoio de professores e familiares. É também importante que estes professores e membros da família procurem evitar repreender a pessoa disgrafia e façam de tudo para exercer uma influência positiva em sua evolução.


Fonte: http://dislexiaemadultos.com/disgrafia/

domingo, 23 de dezembro de 2012

* Fatos e mitos: Saiba mais sobre a síndrome de Down


Criança com síndrome de Down

Apesar dos grandes avanços em relação ao estudo e compreensão da síndrome de Down, séculos de ignorância fomentaram uma série de conceitos equivocados sobre o assunto.
Mesmo a presença de mais pessoas com Down em escolas, ambientes de trabalho e social, idéias antiquadas e desatualizadas sobre a condição ainda circulam entre o resto da população.

Eis aqui alguns dos mitos que ainda cercam as pessoas que nasceram com a trissomia 21, nome científico desta anomalia.

As crianças com Down são mais boazinhas que as outras.

Não é verdade. Muitas crianças com a síndrome são incentivadas a sorrir e a abraçar as pessoas de uma forma exagerada. Muitos indivíduos são mais simpáticos que outros mas muitos pais encorajam os filhos a se encaixar no estereótipo.

A maioria das crianças com síndrome de Down nasce de mulheres mais velhas.

Não é verdade. Apesar de as chances de gerar um bebê com Down serem maiores à medida em que a mulher envelhece, principalmente a partir dos 35 anos, cerca de 80% dos que nascem com a trissomia 21 são filhos de mulheres mais jovens. Isto seria explicado por uma combinação de fatores como o maior índice de natalidade das mulheres mais jovens e por elas não fazerem com tanta frequencia a amniocentese, exame que pode detectar a possibilidade de o bebê ter a trissomia 21.

A síndrome de Down é uma doença.

Não é verdade. As pessoas que nascem com a trissomia 21 não são doentes, nem vítimas e nem "sofrem" desta condição. O certo é dizer que a pessoa "nasceu" ou "tem" síndrome de Down.

As pessoas que nascem com a síndrome de Down morrem cedo.

Não. Cardiopatias congênitas não diagnosticadas no passado, e que afetam um em cada três bebês que nascem com Down, além de uma tendência à baixa imunidade e problemas respiratórios eram a principal causa da morte prematura das pessoas que nasciam com a trissomia 21. Hoje, graças à medicina moderna aliada a atenção dos pais, os portadores da síndrome têm uma expectativa média de vida de, pelo menos, 60 ou 70 anos.

Uma pessoa que nasce com Down é incapaz de andar, comer e se vestir sozinha?

Não. Apesar de muitas pessoas com síndrome de Down viverem sozinhas e levarem uma vida semi-independente, ainda há médicos que anunciam, assim, para os pais, a chegada de uma criança com Down.

Os portadores da Síndrome de Down podem ter relacionamentos?

Eles são perfeitamente capazes de formar todos os tipos de relacionamentos em suas vidas, seja de amizade, amor ou de antipatizar com alguém.

É verdade que a síndrome de Down é mais comum entre brancos?

Não, esta anomalia genética atinge igualmente a brancos, negros e asiáticos.

Homens e mulheres com síndrome de Down podem ter filhos?

Podem, sim. Há muitos registros de mulheres com Down que tiveram filhos e, nesse caso, as chances de terem filhos com trissomia 21 é de 35% a 50% maior. Há dois casos registrados de homens com Down que se tornaram pai. Mas as informações sobre a fertilidade deste grupo é muito desatualizada pois é baseada em pesquisas em instituições onde homens e mulheres com Down eram mantidos separados uns dos outros.

Todas as pessoas com síndrome de Down vão desenvolver o mal de Alzheimer?

Não. Apesar de muitos apresentarem sinais de demência a partir dos 40 anos, isso não é inevitável. Os estudos indicam que o índice de demência entre os que nascem com Down é o mesmo do que no resto da população mas acontece 20 ou 30 anos mais cedo.
(Lais Mendes Pimentel)

Fontehttp://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/08/000000_mitosdownlmp.shtml