sexta-feira, 6 de julho de 2012

* O uso do lúdico no processo educativo



Todo profissional que trabalha com crianças sente que é indispensável haver um espaço eum tempo para a criança brincar e, assim, melhor se desenvolver, se comunicar e se revelar. No brincar, a criança constrói um espaço de experimentação, de transição entre o mundo interno e o externo.O uso de situações lúdicas é mais uma possibilidade de se compreender, basicamente, o funcionamento dos processos cognitivo e afetivo-social em suas interferências mútuas, nomodelo de aprendizagem.A atividade lúdica é um rico instrumento de investigação, pois permite ao sujeito expressar-se livre e prazerosamente. Constitui uma importante ferramenta de observação sobre a simbolização e as relações que ele estabelece com o jogo. Possibilitando assim, um melhor entendimento do momento que a criança esta vivenciando.Jogar e aprender caminham paralelamente, podemos através da hora lúdica observar  prazeres, frustrações, desejos, enfim, podemos trabalhar com o erro e articular a construção do conhecimento. Destacamos a seguir alguns pontos relevantes que podem ser observados durante a hora lúdica:

*Qual a fantasia inconsciente é expressa pela criança;
*A criança demonstra preferencia: por que modalidade de jogo, motricidade, criatividade,capacidade simbólica, tolerância à frustração etc.;
*O lúdico que serve para indicar como aquele sujeito se relaciona com o aprender. Como, porexemplo, as regras do jogo são seguidas ou descumpridas.

 O raciocínio lógico matemático

Durante o período pré-escolar, a criança deverá passar de um espaço topológico aoespaço euclidiano. Um programa educativo adequado lhe permitirá resolver este problema.Oferecer exercícios que necessitem utilizar a resolução de problemas e o raciocínioindutivo.

Jogo de Pontaria no Chão
 Desenhar um círculo no chão ou utilizar um arco. As crianças deverão jogar a boladentro do círculo. Aumentar gradativametne a distância. Variar jogando a bola na frente,atrás, do lado esquerdo, do lado direito do círculo.

-Pisar somente nos números pares dos círculos numerados no chão.
-Pisar somente em múltiplos de 2 , dos círculos numerados do chão.
-Pisar somente nos círculos numerados do chão, que forem o dobro do numero pronunciado pelo professor.
 -Pisar somente nos círculos numerados do chão, que forem o triplo do numero pronunciado pelo professor.
 -No chão deverão ser desenhados diversas figuras geométricas, a criança irá saltar deuma para a outra figura pronunciada pelo professor. Ex.: do triângulo para o retângulo.
-Pisar somente nas cores determinadas pelo professor.
-Pisar somente nas formas iguais, apresentadas desenhadas no chão.
-Brincar de cubos empilháveis um dentro do outro (do maior para o menor).
-Jogos de encaixe com figuras geométricas.
-Montar quebra-cabeças.
-Classificar objetos por cores, formas etc.

Tabuleiro dos números
Colecionar tampinhas de garrafas, botões ou outros objetos similares e colar sobre osmesmos diversos números de 1 a 9 e em outras tampinhas os sinais de adição e subtração.Desenvolver diferentes atividades que envolvam o aluno em exercícios de soma esubtração. Iniciar com o número 1 e, progressivamente, ir adicionando números maiores.Efetuar operações similares a partir do número 2 e assim por diante. Apresentar, depois,duas ou mais operações e fazer o aluno verbalizar suas respostas.

O baralho das contas
 Preparar vários baralhos em papel-cartão, contendo em cada um deles operaçõesaritméticas simples, sem os resultados (Ex.: 2 + 2 = ; 4 – 2 + ).Preparar outros baralhos desenhando margaridas com número de pétalas variáveis eque coincidam com os resultados das operações propostas e o número que expressa essaquantidade de pétalas ao lado.Os alunos recebem o baralho com as operações e procuram entre os outros baralhosos que apresentam resultados das operações, observando não penas os números como ossinais de adição ou subtração que os mesmos apresentam.

A caixa das bolinhas.
Colecionar em uma caixa várias bolinhas de gude, ordenadas em cores diferentes, efazer sobre tampas de garrafas de água os sinais aritméticos.Usando as bolinhas e os sinais é possível exercitar-se progressivamente operaçõessimples. Duas bolinhas e o sinal + ao lado de uma bolinha e o sinal = deve levar a criança aordenar 3 bolinhas e assim por diante. As bolinhas servem para, também, exercitar outrasoperações e o aluno deve verbalizar as operações efetuadas, transferir para as bolinhas asoperações realizadas na lousa (primeiro com bolinhas e depois com números). Em etapasseguintes, o professor indica as parcelas e os alunos apresentam os resultados.

Dadinhos
Dados de tamanhos ou cores diferentes adquiridos no comércio ou improvisados emcubos de papelão.Brincar com os alunos, individualmente ou em grupo, de jogar dois ou maisdadinhos sobre uma mesa e exercitar a soma dos pontos. Levar o aluno a descobrir qual dosdados apresenta maior e menor número de pontos; subtrair o número maior do menor e, progressivamente, incluir mais dados nessa operação.

 Brincando com fotos
Usar fotos de revistas ou mesmo de familiares trazidas pelos alunos.A percepção do conceito de escala – 
relação ou proporção de uma ilustração e asdimensões reais – 
tem início com o desenho do contorno do corpo de um aluno emtamanho natural e sua reprodução em folhas de cadernos. A partir dessa experiência,trabalhar com fotos, relacionando o tamanho real do que a mesma representa e asavaliações prováveis da escala presente.

As brincadeiras com a fita métrica
Usar fita métrica de plástico, de madeira, ou improvisar com barbantes permitindoque cada aluno tenha a sua.O aluno precisa ser estimulado a explorar a capacidade de medição da sala de aula,do tamanho de seu passo, sua carteira e muitas outras distâncias. Desenvolver os conceitosde meio metro, metro e usar o barbante ou parte do mesmo para diversas estimulações.

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/21253889/37/O-uso-do-ludico-no-processo-educativo


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