sábado, 31 de março de 2012

* Uma lição que vale ouro


Ensine seu filho a lidar bem com o dinheiro. Assim, ele terá mais chances de ter um futuro equilibrado, sem dívidas e feliz!



"O apelo das propagandas leva o jovem a querer comprar mais, e muitas vezes são coisas que ele nem desejava ter" Reinaldo Domingos

Além de saúde, o que mais você deseja de bom para seu filho no futuro? Felicidade e dinheiro, claro! Por isso, ao ensinar a crianças e adolescentes o valor do dinheiro, os pais estão garantindo uma vida adulta feliz. Na opinião do educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro O Menino do Dinheiro (Editora Gente), boa parte dos motivos que levam um adulto a se endividar está na infância ou na juventude, quando ele ainda não aprendeu a poupar e a resistir ao consumo exagerado. "O apelo das propagandas leva o jovem a querer comprar mais, e muitas vezes são coisas que ele nem desejava ter", diz Domingos. Veja como ensinar a importância do dinheiro e como economizar em cada idade.

- Até aos 7 anos

Como agir

1. Presenteie seu filho com um cofrinho e incentive-o a depositar moedinhas nele. Diga que, quando estiver cheio, ele poderá comprar aquele brinquedo desejado. E lembre--se de cumprir o prometido assim que ele juntar o dinheiro.
2. No supermercado, ensine seu filho a fazer as escolhas começando do mais importante para o menos. E, mesmo que você possa comprar tudo o que ele quer, negocie.
3. Caso a família esteja sem dinheiro, não tente poupar seu pimpolho das consequências. Para não frustrar a criança, há pais que gastam o que não têm! Chame seu filho para uma conversa e explique que, por um tempo, vão ter que economizar.
4. Ao comprar uma bala, um sorvete ou uma figurinha para a criança, explique que isso só é possível porque o papai e a mamãe trabalham para ganhar aquele dinheiro. A partir dos 5 anos, você já pode começar a ensinar quanto vale cada nota e o que é o troco.
5. A criança vai começar a se comparar com os colegas. Quando seu filho disser "meu amiguinho tem, eu também quero", em vez de sair correndo para comprar, faça-o compreender que ele também possui brinquedos que o amigo não tem e que não deve ficar se comparando com ninguém.

- Dos 8 aos 14 anos


Como agir
1. Este é o momento de começar a dar uma mesada à criança para que ela aprenda a administrar sozinha o próprio dinheiro. Estabeleça um valor semanal ou mensal (não precisa ser muito, o ideal é R$ 1 por ano de idade, por semana) para seu filho gastar com as coisinhas dele e explique que ele será responsável pelo controle dessa quantia.
2. Caso ele gaste toda a mesada (ou semanada) de uma vez, evite dar dinheiro fora do dia combinado, mesmo que ele implore, dizendo que a turma vai ao cinema e ele terá de ficar de fora do programa. Em último caso, se não puder deixar de socorrê-lo com um extra, desconte o valor da próxima mesada.
3. Estimule seu filho a poupar parte do que recebe para conquistar um sonho no futuro. Ele quer muito uma bicicleta, um videogame? Então, ajude-o a definir qual é o objeto do desejo dele e em quanto tempo ele conseguirá juntar o montante necessário para comprá-lo. Sempre que ele quiser gastar com algo menos importante, lembre-o da meta!
4. Para incentivar ainda mais a economia, combine de depositar no cofrinho dele a mesma quantia que ele conseguir poupar num mês. Assim, se ele economizar R$ 20 em seis meses, colabore com o mesmo valor no mês seguinte. Não precisa fazer isso sempre, só quando seu bolso permitir.
5. Uma vez por mês, sente-se com seu filho e converse sobre o orçamento da casa. Mostre toda as despesas domésticas. Explique, por exemplo, que, se ele demorar no banho, as contas de luz e de água virão mais caras no mês seguinte, e sobrará menos dinheiro para passeios e outras coisas legais que a família gosta de fazer unida. Uma excelente lição, não é verdade?

- A partir dos 15 anos

Como agir

1. Estimule-o a ter vontade de ganhar o próprio dinheiro. Se ainda for muito novo para ter emprego fixo, pode fazer pequenos trabalhos.
2. Aos poucos, passe para ele a responsabilidade de arcar com certas despesas, como colocar crédito no celular ou pagar uma das contas da casa.
3. O ideal é abrir uma poupança em nome dele em um banco, para que ele próprio deposite um valor mensal.
4. Se sua filha pedir para você pagar uma dívida em uma loja, por exemplo, não negue ajuda. Vá com ela renegociar o prazo, mas não quite nem transfira a dívida para você.
5. Dê ao seu filho o mesmo padrão de vida do restante da família. Nada de comprar para ele um celular que custa o que você ganha por mês, concorda?

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/licao-vale-ouro-571612.shtml

* Como proteger as crianças do consumismo


Até os 12 anos, a criança não possui senso crítico para entender o significado da publicidade. Em casos extremos, o consumismo pode levar a problemas como obesidade infantil e erotização precoce



Por estarem mais próximos, pais e educadores são os principais atores para orientar as crianças                                        

Fazer compras na companhia das crianças já é difícil. No final de ano, então, é quase impossível. As indústrias de brinquedo se programam para lançar novidades no Natal justamente para conquistar o desejo dos pequenos, que encaminham suas demandas aos pais. Além das lojas cheias, a insistência dos filhos em comprar tudo e mais um pouco pode fazer alguns pais quererem desistir.
Uma família é incapaz de combater essa indústria que gasta anualmente bilhões de dólares para manipular seus filhos. Fato. A soma delas, no entanto, pode lutar por uma abordagem mais ética desse sistema que induz indivíduos desprovidos de senso crítico a comprar compulsivamente. Além disso, é possível adotar dentro de casa e na escola atitudes para proteger as crianças dos males causados pelo bombardeio publicitário. Impor limites, dialogar e refletir sobre a própria postura como consumidor são algumas das possibilidades.


O que você pode fazer

Toda a sociedade pode contribuir de alguma forma, mas pais e educadores são os principais atores dessa causa por estarem envolvidos diretamente com as principais vítimas dos abusos da publicidade.


1- Reflita sobre a própria relação com o consumo
"Os pais não podem dar duplo comando: ter um discurso diferente da prática. Fazer um combinado com o filho na hora de ir às compras e sair do shopping cheio de sacolas. Tem que ser coerente", diz Laís Fontenelle Pereira, psicóloga e coordenadora de educação e pesquisa do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana. 

2- Imponha limites e controle o uso da televisão e internet
A principal porta de entrada da publicidade infantil nas famílias brasileiras é a televisão. Estar atento ao tempo que seu filho está gastando em frente da tela é fundamental. "Criança brasileira chega a assistir até 5 horas de TV por dia. Tem que limitar o número de horas não só pela publicidade, mas até para não ter hábitos tão sedentários", explica Laís Fontenelle Pereira, psicóloga e coordenadora de educação e pesquisa do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana.

3- Façam programas juntos que não envolvam consumo
Atividades conjuntas são uma boa alternativa à televisão e a idas ao shopping. Jogos de tabuleiros, brincadeiras de rua, passeios a parques, bibliotecas e teatros, ler juntos, além de manter seus filhos longe da influência dos comerciais são atividades importantes para o desenvolvimento da criança

4- Converse com ele sobre a verdadeira função da publicidade
É importante explicar a seu filho que a publicidade tem como objetivo fazer com que ele compre produtos nem sempre necessários. E que para isso, muitas vezes, tentam criar hábitos e valores que não são saudáveis para uma criança.

5- Estimule hábitos de alimentações saudáveis
Na hora de arrumar o lanche da escola, evite alimentos industrializados e converse com ele sobre a importância de uma alimentação equilibrada. Frutas e sucos devem estar presentes sempre.

O que a escola pode fazer

Há cinco anos, em meio ao frenesi causado pela proximidade do dia das crianças, a direção da Escola Stagium, de Diadema, São Paulo, sentiu a necessidade de trabalhar o problema do consumismo infantil com seus alunos do ensino infantil e fundamental

* Prepare os professores
A escola procurou livros sobre o assunto e capacitaram o corpo docente. "Em um primeiro momento trabalhamos esse assunto na formação dos professores e depois o levamos para a sala de aula", diz Maristela Paiva, coordenadora do ensino infantil e primeiro ano do fundamental.

* Faça análises em sala de aula para explicar como a publicidade aparece no dia a dia
Uma das discussões recentes na escola Stagium foi sobre como a publicidade aparece nas novelas e cria modismos. "Discutimos todos os aspectos da propaganda, como a mídia funciona, o que a indústria pretende quando lançam um produto e escolhem um ator para representá-lo. E Porque as pessoas tem a necessidade do produto", diz Greice Urtado Ilha, coordenadora do ensino fundamental I.

* Proponha trabalhos que estimulem o consumo consciente
Na escola Stagium, os alunos são orientados a levar frutas e sucos na lancheira todos os dias, a evitar o desperdício, a descartar corretamente o lixo ou reutilizá-lo e a só utilizar cadernos e materiais lisos. "Nossos cadernos e todo o material escolar não pode ter imagem de personagens. O personagem só serve pra encarecer o caderno", diz Greice Urtado.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/consumismo-infantil-651123.shtml

* Sugestões de músicas infantis - 01


O envolvimento com a música permite que a criança desenvolva a percepção e a atenção

A PULGA: Bebel Gilberto

Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais um pulinho
Estou na perna do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais uma mordidinha
Coitadinho do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Tô de barriguinha cheia
Tchau
Good bye
Auf Wiedersehen


AQUARELA: Toquinho


Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...


Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...


Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...


Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...


Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...


Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...


Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...


De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...


Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...


E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...


Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...


Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

O PATO PATETA: MPB4


Lá vem o pato 
Pato aqui , pato acolá 
Lá vem o pato 
Para ver o que é que há.


O pato pateta 
Pintou o caneco 
Surrou a galinha 
Bateu no marreco.


Pulou do poleiro 
No pé do cavalo 
Levou um coice 
Criou um galo.


Comeu um pedaço 
De jenipapo 
Ficou engasgado 
Com dor no papo.


Caiu no poço 
Quebrou a tigela 
Tantas vez o moço 
Que foi pra panela

A BAILARINA: Lucinha Lins


Um, dois três e quatro
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez


Depois essa lenga-lenga
toda recomeça
puxa-vida, ora essa
vivo na ponta dos pés


Um, dois três e quatro
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez


Depois essa lenga-lenga
toda recomeça
puxa-vida, ora essa!
vivo na ponta dos pés


Quando sou criança
viro o orgulho da família
giro em meia-ponta
sobre minha sapatilha


Quando sou brinquedo
me dão corda sem parar
se a corda não acaba
eu não paro de dançar.


Sem querer esnobar
sei bem fazer um gran de car
E pra um bom salto acontecer
Me abaixo num demi plié


Sinto de repente
uma sensação de orgulho
se ao contrário de um mergulho
pulo no ar um gran jetté


Quando estou no palco
entre luzes a brilhar
eu me sinto um pássaro
a voar, voar, voar


Toda Bailarina
pela vida vai levar
sua doce sina
de dançar, dançar, dançar


O CADERNO: Chico Buarque


Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel


Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Sofrer também nas provas bimestrais
Junto a você
Serei sempre seu confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel


Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel


O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer ?


Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer


* O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais


Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max
Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com necessidades especiais além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência cognitiva. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com necessidades especiais.
E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com necessidades especiais.
Já que ninguém recebe um “manual de instruções da paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo totalmente; se eu não tivesse um filho especial, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de down e doenças genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!

Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um monte de coisas pra lidar — mas o que eu não tenho é uma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”

Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral

Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem autopiedade. Ela é uma ótima garota que ama tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”

Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral

Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiências são mais parecidas com eles do que são diferentes.”

Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down

Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças autistas ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”

Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista

Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”

Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)

Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com necessidades especiais, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”

Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.

Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto corriqueiro”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não tem nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”

 Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista

Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando alguma coisa que seus filhos já conhecem, algo que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar isso para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”

Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down

Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”

Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomina 9

Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, você sabe. Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças especiais entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”

Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.

Inicie uma conversa
“Nós estávamos no children’s museum e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”

Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral

Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos ideais de início de conversa, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você precisar, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”

Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada

Fonte: http://lagartavirapupa.com.br/blog/o-que-ensinar-a-seus-filhos-sobre-criancas-especiais/
















* Palavras Mágicas

Palavras mágicas são essenciais no desenvolvimento da criança. Palavras mágicas são fáceis de aprender e no fundo são simplesmente palavras de boa educação e de boas maneiras, fundamentais no desenvolvimento e interação social da criança. Nunca é demais relembrar que as crianças aprendem pelo exemplo e pela forma como vivem, ou seja terão a tendência de usar estas palavras quanto mais as ouvirem. Aliás quando as ouvem conseguem perceber melhor a sua real utilização.


Quais são as palavras mágicas

As palavras mágicas básicas são “Por favor”, “Obrigado”, Com licença”, “Desculpe”, “Perdão”, ” Bom-dia”, “Boa-tarde” e “Boa-noite”.


Como ensinar as palavras mágicas

A forma mais simples de ensinar aos seus filhos ou educandos as palavras mágicas é utilizá-las. Sempre que a criança lhe entrega algo agradeça. Utilize por favor ao pedir algo à criança. Diga bom dia pela manhã acompanhado de um sorriso, boa tarde na despedida ou boa noite ao deitar. Peça com licença ao passar à frente da criança e perdão quando na hora da refeição arrotar.
Nas diferentes situações lembre a criança do que deve dizer e de preferência peça para repetir a palavra. Assim saberá a correcta utilização da mesma e perceberá também a sua importância.

Fonte: http://educamais.com/palavras-magicas/

* 10 brinquedos que você pode fazer em casa


Pipa, cinco marias, pé de lata... como fazer brinquedos artesanais para as crianças



Basta materiais simples para fazer um brinquedo

Materiais simples ou sucatas podem virar um brinquedo nas mãos de uma criança. Para isso, basta que ele faça pensar, intrigue ou simplesmente divirta. Quer ver só? Entregue a ela um cavalinho de pau e observe se ela não sai cavalgando pela escola. 

Os brinquedos dizem muito sobre o tempo, a cultura e as características de um povo. Uma coisa, no entanto, não muda. O encanto que causam nas crianças. Com objetos simples, elas se entretêm e viajam para um mundo de imaginação - se transformam em cavaleiros e equilibristas, voam pelos céus... Para incrementar ainda mais esses momentos de diversão, convide os pequenos para uma oficina. Eles vão dar mais valor aos tradicionais cavalos de pau, pés de lata e bambolês se ajudarem você a produzi-los.

* Botão

Estica e solta, estica e solta... assim a criançada faz as tampinhas desse brinquedo girarem, produzindo um barulhinho mágico. Inventado em 1930, o futebol de botão é passatempo para todas as idades. O brinquedo também é conhecido por corrupio ou currupicho.

Idade - A partir de 4 anos. 

O que desenvolve - Coordenação motora e ritmo. 

Como fazer - O modelo tradicional é feito com um pedaço de fio que passa pelos dois furos de um botão grande amarrado com um nó nas pontas. Para esta variação, que produz som, separe quatro tampinhas de garrafa PET; um pedaço de fio de náilon torcido ou barbante fino de 1 metro de comprimento; três pedrinhas ou miçangas; e fita adesiva. Esquente a ponta de um prego pequeno e faça dois furos em cada tampinha de forma que eles fiquem centralizados. Passe-as pelo cordão de maneira alternada: uma de boca para baixo e outra de boca para cima. Dê um nó unindo as pontas da linha. Dentro de uma das tampas centrais, coloque as pedrinhas ou miçangas e tampe com a outra. Una-as com fita adesiva. Cuidado para que as linhas não fiquem torcidas dentro das tampinhas. Deixe-as esticadas, com um orifício bem na direção do outro. 

Como brincar - As duas tampinhas que ficam nas extremidades servem para segurar o brinquedo. Mantenha uma em cada mão e, com o cordão frouxo, dê um impulso para a frente para enrolar bem o cordão. Estique em seguida. As tampinhas do meio giram em grande velocidade produzindo um barulhinho. Depois, é só esticar e afrouxar o cordão.

* Cavalo de pau

Um simples cabo de vassoura é suficiente para divertir as crianças com um cavalo de pau. Cada um monta em seu "animal" e sai cavalgando pela escola. Outra boa pedida é a garotada apostar uma corrida. 

Idade - A partir de 4 anos. 

O que desenvolve - Coordenação motora e exercício de pernas e pés. 

Como fazer - Desenhe a cabeça do cavalo em um pedaço de EVA e recorte. É possível substituir esse material por papel cartão. Dobre ao meio, desenhe o olho e faça vários furos, alinhados, a um dedo de distância da borda. Deixe um espaço sem furar na parte de baixo. Corte pedaços de 50 centímetros de lã e passe pelos furos. Amarre-os para fechar a cabeça do cavalo e compor a crina. Faça também um ou dois furinhos para formar o focinho do animal. Encaixe a cabeça em um cabo de vassoura. 

Como brincar - A criança monta no brinquedo e "cavalga" pela escola. Você pode organizar uma corrida. Trace no chão uma linha de partida e outra de chegada e dê o sinal de largada. Outra sugestão é usar os cavalos nos teatrinhos. Todo príncipe monta um belo animal.

* Pé de lata

As crianças andam para lá e para cá em cima das latas. Quando já tiverem prática, elas podem apostar uma corrida. Para isso, basta se certificar que a corda de náilon está bem presa a lata.

Idade - A partir de 5 anos. 

O que desenvolve - Equilíbrio e coordenação motora. 

Como fazer - Faça dois furos diametralmente opostos no fundo de uma lata de achocolatado ou leite em pó. Passe uma corda de náilon de 1,2 metro pelos furos da lata e una as extremidades com um nó bem forte dentro do recipiente. Coloque a tampa e decore com retalhos de plástico adesivo ou tinta. Faça o mesmo com outra lata. 

Como brincar - Os alunos sobem nas latas e tentam se equilibrar segurando nas cordas. Além de andar pela escola com os pés de lata, eles vão se divertir apostando uma corrida, andando para trás ou vencendo um percurso com obstáculos.

* Bambolê

Rebolar bem é o que basta para manter o bambolê na cintura. Mas as crianças também se divertem girando o brinquedo no pescoço, nos braços e nas pernas. Bambolear, além de divertir a criança, faz com que o equilíbrio seja exercitado.

Idade - A partir de 6 anos. 

O que desenvolve - Ritmo e equilíbrio. 

Como fazer - Corte 1,5 metro de mangueira de gás. Una as pontas com fita crepe, formando um aro. Para os menores, que ainda não conseguem girar o bambolê em torno da cintura, faça aros pequenos usando 60 centímetros de conduíte. Você pode colocar arroz, pedrinhas, guizos e sementinhas dentro dele antes de fechar. Na hora em que os pequenos estiverem rodando o brinquedo, vão escutar um agradável som. 

Como brincar - A criança coloca o bambolê na cintura e o roda. Para mantê-lo girando, é preciso movimentar o quadril, como um rebolado. É possível também rodá-lo em outras partes do corpo: no pescoço, nos braços e nas pernas, além de jogá-lo para cima e tentar encaixar nos braços. Para que todos brinquem juntos, organize uma competição. O objetivo pode ser ficar mais tempo com ele em torno da cintura ou bambolear andando, sem deixar o brinquedo cair.

* Pipa

Feita de jornal, essa variação do papagaio (ou pipa, como é conhecido em algumas regiões) vai divertir a meninada nos dias de vento. Também conhecida como papagaio ou capucheta, a pipa sempre deve ficar longe da rede elétrica.

Idade - A partir de 6 anos. 

O que desenvolve - Coordenação visual e motora, ritmo e relação entre espaço e tempo. 

Como fazer - Corte um quadrado de folha de jornal com 32 centímetros de lado. Apenas para marcar o papel, dobre a folha ao meio, formando um triângulo. Abra a folha deixando a marca em posição vertical e vire para trás a ponta de cima. Com um palito, faça um furo em cada uma das outras pontas. Corte um pedaço de linha de 30 centímetros, passe pelos furos das pontas direita e esquerda e amarre. Agora faça a rabiola. Corte 70 centímetros de linha e amarre tirinhas de jornal nela, uma seguida da outra. Prenda esse fio na ponta de baixo. Por fim, fixe a linha do carretel no centro do fio preso nas laterais. 

Como brincar - O aluno segura a linha da capucheta e começa a correr. Enquanto ele avança, o vento ajuda a colocá-la no alto. Para fazer essa atividade em grupo, você pode organizar um campeonato em que o desafio é ficar mais tempo com o papagaio no ar. 

LEMBRETE - Só é possível brincar em dias de vento e longe da rede elétrica. Alerte a criançada para os perigos do cerol.

* Passa-bola

Com apenas uma garrafa PET, a criança pode brincar com amigos ou até mesmo sozinha. Ninguém pode tocar na bola, que passa de uma criança para outra com a ajuda de um "copinho". 

Idade - A partir de 6 anos. 

O que desenvolve - Coordenação visual e motora e noção de distância. 

Como fazer - Corte uma garrafa PET ao meio. Você vai utilizar apenas o lado em que fica a tampa, pois é mais fácil para a criança segurar. Pinte a tampinha e a borda do suporte com tinta acrílica ou encape com plástico adesivo colorido. Essa marcação facilita a visualização se a garrafa for transparente. Faça a bola recheando uma meia com jornal. Para fechá-la, fixe a ponta com cola para tecido ou costure. 

Como brincar - O objetivo é jogar a bola com um suporte sem deixá-la cair no chão. Se a criança for brincar sozinha, segura um suporte em cada mão e joga a bolinha de um lado para o outro. Em grupo, organize os alunos em roda ou em fileiras e dê um "copinho" para cada um. Um deles inicia a brincadeira jogando a bola para um colega, que vai pegá-la com o "copinho" e jogá-la para outro.

* Diabolô

As crianças vão se transformar em pequenos malabaristas com esse brinquedo nas mãos. 

Idade - A partir de 7 anos. 

O que desenvolve - Coordenação motora, ritmo e concentração. 

Como fazer - Escolha duas garrafas PET com formato arredondado. Corte-as 15 centímetros a partir da boca, desprezando a parte de baixo. Corte também o gargalo de uma delas. Lixe as bordas para tirar as rebarbas. Encaixe as duas pela boca e rosqueie a tampa prendendo uma na outra. Decore o brinquedo com tinta ou plástico adesivo. Para o suporte, use duas varetas de 8 milímetros de diâmetro por 25 centímetros de comprimento e 1 metro de barbante. Fure as duas varetas em uma das extremidades e passe-as pelo cordão. Dê um nó nas pontas. 

Como brincar - A criança coloca o diabolô no chão e passa a corda por baixo dele, segurando uma vareta em cada mão. Ela rola o brinquedo pelo chão para pegar embalo e o levanta. Com uma das mãos, dá puxadas rápidas para que ele gire somente em um sentido. A outra mão apenas acompanha os movimentos. É importante ficar sempre de frente para uma das bocas do diabolô. Se ele pender para a frente ou para trás, é preciso ajeitá-lo novamente. Depois de dominar esses movimentos, é possível jogar o diabolô para o alto. Para isso, a criança abre rapidamente os braços, dando um impulso para cima. Para pegá-lo, mira o cordão no centro do brinquedo e, assim que ele voltar, afrouxa o cordão.

* Cinco Marias ou Jogo das pedrinhas

De olho nos saquinhos que estão no chão e nos que são jogados para cima, a molecada ganha em concentração e trabalha a coordenação motora. Além de se divertir brincando, personalizar os saquinhos pode ser uma boa ideia.

Idade - A partir de 7 anos. 

Como fazer - Costure cinco saquinhos simples de pano recheados de arroz ou areia, ate-os bem para que nada saia durante o jogo. 

Como brincar - Determine a ordem dos participantes. O primeiro joga os cinco saquinhos para cima deixando-os cair aleatoriamente no chão. Na primeira fase, ele escolhe um dos saquinhos e o joga para cima. Antes de pegá-lo de volta, recolhe com a mesma mão um outro que está no chão. Em seguida, joga um dos que estão em sua mão para cima e pega um terceiro, segurando todos juntos na mesma mão. Se o saquinho que está no ar cair, a criança dá a vez para outra. O participante passa para a próxima fase se conseguir segurar todos os saquinhos. Na segunda fase, os saquinhos que estão no chão são pegos de dois em dois. O desafio aumenta na terceira fase. Agora, é preciso lançar um saquinho e pegar três. Depois, jogar um que está na mão e pegar o restante. Na quarta fase, a criança forma com o polegar e o indicador de uma das mãos uma trave de futebol. Com a outra, joga um saquinho para o alto e empurra outro para dentro desse gol antes de pegar o que está no ar. A criança tem de fazer quatro gols em quatro tentativas última fase determina os pontos de cada criança. Ela lança os cinco saquinhos ao ar e tenta pegar o máximo possível com as costas da mão. Quantos ficarem em sua mão será o número de pontos.

* Cama de gato

Feita com barbante, a cama de gato envolve raciocínio e pode ser ‘brincada’ em qualquer canto, basta 4 mãos! 

Idade - A partir de 6 anos. 

O que desenvolve - Raciocínio lógico e paciência 

Como fazer - Corte um pedaço de barbante (pode ser elástico ou fita também), dê um nó entre as duas pontas. 

Como brincar - Deixando as mãos verticalmente paralelas, coloque o barbante nas pontas dos dedos, formando uma espécie de retângulo uniforme. Sem dobrar os dedos, ou tirar o barbante da posição inicial, leve a mão direita até a esquerda e passe-a por baixo da lateral do barbante de forma que este fique enrolado. Faça a mesma coisa com a mão esquerda. Passe o dedo do meio de cada mão por baixo do barbante recém enrolado, algo semelhante a letra x se formará em cada um dos lados. A partir daí o objetivo é passar o barbante para a mão do outro jogados sem que este saia da mão do primeiro, formando outra ‘figura’ a ser desatada em seguida.

* Enrola-bola

Um pulo e uma gingadinha para a direita. Outro pulo e outra gingadinha... Em dupla, as crianças brincam até enrolar a bola no cordão 

Idade - A partir de 4 anos. 

O que desenvolve - Coordenação motora, integração com o parceiro e ritmo. 

Como fazer - No centro de um pedaço de cordão de algodão grosso de 1,5 metro de comprimento, pendure uma corda fina de 40 centímetros. Na ponta dela, prenda uma bola de meia de náilon, recheada com retalhos de tecido ou fios de lã. Em cada ponta do cordão principal amarre um pedaço de 1 metro de corda fina. 

Como brincar - A brincadeira é feita em dupla. Cada um amarra um pedaço da corda em sua cintura. O objetivo é enrolar a bola no cordão. Para isso, as duas crianças têm de gingar e pular de maneira coordenada. Quando conseguirem, proponha à dupla repetir a brincadeira só que posicionada de lado e, depois, de costas. Sugira também uma corrida. Na ida, os parceiros enrolam a bola e, na volta, desenrolam.


Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/brinquedos-artesanais-408190.shtml


* Sugestões de Máscaras

Higiene Bucal





Animais



Diversos





sexta-feira, 30 de março de 2012

* Vencendo os erros


Use os equívocos identificados nas atividades para ajudar o aluno a superar barreiras e seguir aprendendo


Vencendo os erros. Foto Paulo Vitale Ilustração Melissa Lagoa

Ninguém tem dúvida de que ensinar o que é correto está na raiz da profissão docente. Com base nessa concepção, por muitos anos se pensou que era papel do professor identificar os erros e puni-los. Prova disso é o próprio sistema de avaliação que se desenvolveu. Os estudantes são testados sistematicamente, muitas vezes recebendo notas baixas e, em casos extremos, sendo retidos no mesmo ano letivo. Afinal, aluno bom é só o que acerta. 

Teorias desenvolvidas ao longo do século 20 vieram mostrar que a história não é bem essa e que o errado é quem pensa assim. Beira o impossível aprender algo sem antes cometer equívocos. Eles fazem parte da aprendizagem: são obstáculos que as crianças ultrapassam quando estão em busca do conhecimento. "Muitos professores não compreendem que as respostas dadas por elas (mesmo que distantes do padrão apontado pela ciência) têm explicações lógicas e evidenciam avanços significativos", afirma Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do Ensino de Ciências e Biologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. 

Ver o erro como um indicador do raciocínio do estudante possibilita criar situações que o levem a pôr as ideias inadequadas em xeque. É preciso analisar as incoerências, categorizá-las e problematizá-las (leia exemplos de atividades nas páginas seguintes). A chave é levar todos a pensar sobre o que não sabem e, com isso, aproximá-los do conhecimento esperado para o nível em que estão. Um olhar atento é fundamental para entender os erros, que são de diferentes tipos. 

- Construtivo É o que demonstra as hipóteses do aluno acerca de qualquer conhecimento (matemático, linguístico, científico, histórico, geográfico ou artístico) naquele momento. É um dos mais comuns e importantes do ponto de vista pedagógico, já que permite colher informações riquíssimas sobre as aprendizagens, dando origem a novas estratégias de ensino. Os estudos desenvolvidos na área de alfabetização pelas argentinas Emilia Ferreiro e Ana Teberosky ajudam a explicá-lo. Depois de analisar as ideias dos pequenos sobre as características do sistema alfabético, as pesquisadoras conseguiram agrupá-las em cinco níveis. Com isso, o que antes era visto como erro de escrita passou a ser encarado como parte do processo de aprendizagem. Cada um desses patamares demonstra uma série de saberes adquiridos e exige intervenções específicas. 

- Conceitual Reflete a não-compreensão de determinado conceito ensinado. Se a criança não entendeu o que aquela ideia quer dizer, não consegue responder à pergunta. Nesse caso, não tem jeito: é preciso dar um passo para trás e retomar o tema. 

- De distração Ocorre quando o aluno possui a estrutura cognitiva necessária para a compreensão de um fenômeno e já se mostrou capaz disso, mas deixa de dar a resposta correta. Nesse caso, basta apontar para ele a falta de atenção e pedir um cuidado maior na realização das atividades. 

- Pelo uso de uma lógica diferente da proposta pelo professor Acontece quando a criança lança mão de meios cognitivos alternativos para resolver uma questão. Mesmo que a resposta esteja correta, o que está em jogo nesse caso é a aprendizagem da estratégia. Por isso, é importante valorizar o método usado deixando clara a necessidade de empregar o procedimento específico. 

Outros equívocos dos alunos permitem identificar problemas relativos ao ensino ou ao desafio apresentado em sala. Eles podem ser de dois tipos. 

- Provocado pela pergunta Resultado da falta de compreensão sobre um termo ou conceito do enunciado ou da questão em si por estar mal formulada. O caminho, aqui, é propor novas atividades para deixar claro o que está sendo pedido. 

- Suscitado pela falta de conhecimento didático do professor Facilmente identificável quando a maioria dos estudantes apresenta respostas que indicam a não-compreensão do tema trabalhado em sala. Adotar outra forma de ensinar o conteúdo é fundamental em momentos como esse.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/vencendo-erros-678561.shtml?page=0

* 8 dicas para estimular seu filho a escrever


Como criar um ambiente favorável para despertar e ajudar seu filho a manter o gosto pela escrita



Os pais são os primeiros a terem a oportunidade de apresentar o universo da escrita aos filhos


Para qualquer lugar que se olhe é possível perceber: vivemos em um mundo letrado. Nomes de lojas, indicações no trânsito, anúncios, destinos de ônibus, embalagens de produtos, na caixa do brinquedo, no videogame, as letras estão por toda a parte, dentro e fora de casa. E por isso, o contato das crianças com a escrita acontece muito antes de isso ser trabalhado formalmente na escola.


São os pais, portanto, os primeiros a terem a oportunidade de apresentar esse maravilhoso universo a seus filhos e ajudar a tornar a escrita, mais do que algo prático, em um prazer. Não se trata, no entanto, de assumir a missão de ensinar o filho a escrever. Apenas criar (e manter) uma boa base para o trabalho que a escola fará depois. 

"Tão importante quanto um ambiente que seja favorável e estimule a curiosidade é o respeito ao ritmo da criança. Não é saudável a ansiedade em ver o filho escrevendo precocemente, pois isso gera uma pressão que poderá levar a um desinteresse mais para frente", comenta Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Mesmo após o período de alfabetização, há muito o que fazer em casa. "É preciso trazer a escrita para a rotina e envolver a criança em situações nas quais ela é utilizada", defende Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).

As duas especialistas apresentam dicas de como despertar e ajudar seu filho a manter o gosto pela escrita.


- Repensar a própria relação com a escrita

Para que o estímulo seja efetivo ele deve vir de alguém que tenha real envolvimento com a escrita. "É preciso deixar de encarar a escrita como um bicho-papão, enfrentar seus próprios medos e limites. Caso contrário é como alguém que não gosta de brócolis querer convencer o filho de que brócolis é gostoso", afirma Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília). "Quem tem dificuldades ou receios pode aproveitar o momento para vencê-los junto com a criança e criar novos hábitos relacionados ao ato de escrever".

- Saber que tudo começa com a leitura

Quem lê bastante escreve bem. Seguir as recomendações de como incentivar o gosto pela leitura é também estimular a escrita.

- Criar um ambiente no qual regras são seguidas

Para escrever é necessário seguir regras. "Não posso escolher qualquer letra para escrever a palavra ‘casa’. É preciso seguir a convenção estabelecida e isso é mais facilmente compreendido por quem está acostumado com regras", diz Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). 

O ideal, então, é envolver a criança na dinâmica familiar, indicando que ela, assim com os demais membros da família, possui deveres. "Para os pequenos pode ser algo simples como colocar o travesseiro no armário. O importante é que haja algo e isso vá se ampliando conforme as condições de cada faixa etária", explica.

- Usar a escrita rotineiramente

Manter papel e lápis ao alcance de todos da casa e não perder a oportunidade de usá-los nunca. "Chegou tarde em casa e o filho já estava dormindo? Deixe um bilhete dizendo que você passou no quarto dele para dar um beijo de boa noite", exemplifica Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília). 

Outro bom momento é a hora de fazer a lista de compras do supermercado, que pode ser escrita de forma conjunta, até mesmo pelos menorzinhos (que podem "anotar" desenhando ou rabiscando que é preciso comprar sua bolacha favorita).

- Promover jogos e atividades com a escrita

Sua filha é fã de um ator ou grupo musical? Que tal, juntas, procurar fotos e informações e escrever um perfil dele? O menino torce para um time de futebol? Chame-o para fazer como você um cartaz do time, com as principais conquistas e jogadores famosos. Ou seja, a sugestão é aproveitar os assuntos de interesse para produções escritas. 

"Mas é importante que isso não se torne uma obrigação. E é para ser feito a quatro ou mais mãos, de forma prazerosa. Não pode ser uma tarefa que a mãe passa para o filho fazer sozinho e que irá cobrar depois", ressalta Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).


- Valorizar a produção

"As primeiras tentativas da criança serão rabiscos. Ela fará um garrancho e irá dizer que desenhou a mãe, o pai, a avó. É preciso reconhecer este grande passo que é entender que um símbolo pode representar algo e não desestimular dizendo que aquilo não é o desenho de uma pessoa", diz Silmara Carina Munhoz, 

Isso vale para todos os momentos da escrita. Receber um bilhete e logo apontar que há erros como a falta de uma letra em uma palavra ou que, por exemplo, "casa" não é escrito com "z", só irá reduzir a espontaneidade da criança. 

Ao contrário, é preciso adotar pequenos gestos, como guardar um desenho ou um bilhete da criança, ou acompanhar o que o filho escreve em blogs ou nas redes sociais e interessar-me pela poesia que ele criou. "Isto mostra que você valoriza esta forma de comunicação", comenta a doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB. 

É importante também que os pais também produzam e compartilhem suas criações.

- Preocupar-se com a caligrafia na medida certa

Não é preciso exigir do seu filho excessos de capricho na letra. O importante é que seja possível entender o que ele quis escrever. Caso a letra prejudique o entendimento, vale chamar a atenção. "Um modo bastante prático é deixar um bilhete com um assunto de interesse de seu filho com trechos impossíveis de ler por causa da letra. Ele perceberá como isso atrapalha a comunicação", sugere Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). 

Uma saída pode ser os famosos cadernos de caligrafia. Mas o ideal é debater o assunto com o professor para buscar a melhor solução.


- Não abandonar o processo

O envolvimento da família com a escrita não pode ser encerrado só porque já se percebe que a criança ou o jovem já tem total autonomia no escrever. Os bons hábitos e atividades devem ser mantidos e ainda ampliados, tornando-se algo natural na rotina. 

"É um erro comum. Pais deixam de ler histórias assim que seus filhos aprendem a ler, privando a criança daquele momento que ela tanto gostava, o que só desestimula", comenta doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).


Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/8-dicas-filho-escrever-679120.shtml

* Dicas para criar materiais visuais para disléxicos


Aqui poderá encontrar dicas para criar materiais visuais para disléxicos. Quando se pretende criar algum tipo de material para alunos com dislexia é importante ter em atenção vários factores que podem facilitar a compreensão dos conteúdos:


  • Use um tipo de letra clara e direita, tipo verdana, no tamanho 12 ou superior, preferencialmente num tom escuro;
  • Use espaçamento de 1,5 ou 2;
  • Opte pelo negrito em vez de itálico ou sublinhado;
  • Use texto não justificado ou justificado à esquerda, os espaços brancos distraem o leitor disléxico;
  • Faça frases e parágrafos curtos e objectivos;
  • Estruture o melhor que for possível: use títulos, listas com números ou bolas, esquemas;
  • Comece sempre uma nova frase no início da linha e não no fim da frase anterior;
  • Opte pelas colunas em vez de linhas compridas;
  • Use um fundo claro, mas sem ser branco;
  • Use e abuse de imagens ou gráficos, ajuda o disléxico a reter a informação;
  • Não use abreviações e evite a hifenização;
  • Use caixas de texto para evidenciar partes importantes do texto.
Fonte: http://educamais.com/dicas-para-criar-materiais-visuais-para-dislexicos/

* Dicas para Pais de Disléxicos


Dicas para pais de disléxicos para ajudar no dia-a-dia. Dicas para pais de disléxicos tornando o ambiente familiar calmo e relaxante, sem ansiedade, inquietação e zanga.


Disléxicos e Pais

Como qualquer criança, os disléxicos necessitam do apoio dos pais. Não só para a satisfação das suas necessidades imediatas e físicas, mas também para os ajudar a criar mecanismos para ultrapassar as suas dificuldades.
Usar exercícios criativos que envolvam a memória, tais como recitar poemas infantis em conjunto, ler poemas, utilizar mímica, teatro, falar de imagens, utilizar a acção, os jogos de tabuleiro, jogar a pares, aplaudir as sílabas e cantar músicas, podem ser muito úteis.
Trabalhar a auto-estima da criança também é fundamental. Lembre-se que esta é minada constantemente na escola, a criança ou adolescente com dislexia ouve, de forma diária, que não é capaz, que não é igual, que não contribui de forma significativa e por isso não é bom. A família deve contrabalançar e fornecer à criança toda a segurança que esta necessita, salientando os aspetos positivos.


Dicas para Pais de Disléxicos

Estas são algumas dicas/estratégias para pais que poderão revelar-se importantes:
Incentivar a prática de exercício físico, em que se promova o atirar, capturar, chutar bolas, saltar e treinar o equilíbrio;
Incentivar a prática de actividades lúdic
as e artísticas, como dança, pintura ou outra que a criança se sinta inclinada;
Incentivar o gosto pela leitura, usando a linguagem dos livros — as imagens, as palavras e as letras — para perceber que os livros podem ser analisados, lidos e desfrutados, vezes sem conta;
Mostrar como segurar num livro, de que forma ele abre, onde começa a história, onde é o topo da página e que direcção segue o texto, apreciar as imagens;
Promover o aspecto cultural: visitar museus, assistir peças de teatro ou musicais,conhecer outras cidades, etc
Ajudar a criança disléxica a aprender a seguir instruções, por exemplo, “por favor pega no lápis e coloca-o na caixa”, e fazer gradualmente sequências mais longas, por exemplo, “ir à prateleira, encontrar a caixa vermelha, trazê-la para mim”. Incentivar a criança disléxica a repetir a instrução antes de a realizar.



Fonte: http://educamais.com/dicas-para-pais-de-dislexicos/

* Diga "não" ao bullying entre as crianças!



Esclareça suas principais dúvidas sobre o bullying e descubra como você pode cortar esse mal pela raiz  



O agressor, conhecido por bully, também sofre consequências

Quando manda um filho para a escola, toda mãe acredita que está proporcionando a ele um dia de aprendizado, brincadeiras e convívio feliz com os amigos. Infelizmente, nem sempre esse cenário se concretiza, porque o local de ensino pode se transformar em um inferno. O bullying, comportamento agressivo de alguns estudantes contra outros, traz consequências terríveis. "As vítimas sofrem maus tratos psicológicos que podem interferir intensamente no desenvolvimento social, emocional e em seu rendimento escolar", diz Gustavo Teixeira, psiquiatra infantil, mestre em Educação e autor do livro Manual Antibullying (Editora Best Seller).
I.F.B. é uma mãe carioca que conseguiu ajudar a filha de 6 anos a parar de sofrer com o bullying. Conheça sua história:


O que aconteceu


"Quando entrou em um novo colégio para cursar a 1ª série, Amanda passou a ser perseguida por duas meninas da classe. Até a marca de lápis de cor que minha filha usava era motivo de deboche. As garotas faziam com que as outras alunas não falassem com ela e a excluíam. Até colocaram alfinete em sua carteira para machucá-la."


Como a situação afetava a menina


"Amanda chorava muito e pedia para mudar de escola. Como o estabelecimento é muito conceituado, eu insistia para ela permanecer lá. Pedi, então, uma reunião com a escola. A pedagoga conversou comigo, minha filha e as agressoras ao mesmo tempo. Em determinado momento, Amanda disse que o que mais a deixava triste era o fato de as meninas não gostarem dela, já que ela gostava tanto das duas... Isso me feriu muito, saí da sala chorando."

Enfim, a solução


"Apesar da conversa com a pedagoga, as agressões continuaram. Decidi pedir ajuda a uma professora da 5ª série, que tinha fama de má e era muito respeitada pelos alunos. Essa professora chamou as meninas e mandou que parassem com a `palhaçada¿, questionando se elas gostariam de passar por aquilo. As duas, então, deixaram de persegui-la."


A seguir, o especialista Gustavo Teixeira esclarece as principais questões sobre esse mal que deve ser combatido com rigor por pais, alunos e educadores:


1- Bullying significa violência física entre estudantes?
Gustavo Teixeira: Não. Tapas, chutes, empurrões e outras agressões físicas são um tipo de bullying. Mas ele também pode ser de natureza verbal, moral ou sexual. Isso quer dizer que xingar, ameaçar, apelidar, humilhar, excluir, assediar e violentar, entre outros atos, também é praticar bullying.

2- Como eu descubro que meu filho é uma vítima?
Gustavo Teixeira: Muitas vezes, por medo ou vergonha, os agredidos não contam à família. Mas há vários sinais que a criança dá. Algumas pistas são: medo de ir à escola, desinteresse pelos estudos, arranhões e machucados no corpo, falta de amigos e material escolar estragado ou furtado.

3- Quais as consequências a vítima de bullying sofre?
Gustavo Teixeira: Os danos são muitos e podem ser irreparáveis. Além da queda no rendimento escolar, crianças e adolescentes ficam extremamente estressados. Apresentam problemas como insônia, falta de amor-próprio, ansiedade, depressão e pensamentos suicidas.

4- O que eu faço para ajudar?
Gustavo Teixeira: Converse com seu filho e ofereça apoio. Explique o problema à coordenação pedagógica da escola. É muito importante que a instituição se empenhe em resolver a questão. Também pode ajudar colocar a criança ou adolescente para praticar um esporte fora do horário de aulas. A atividade irá fortalecer não apenas seu corpo, mas também a autoestima e a habilidade de se socializar.

5- Quais as principais consequências que o agressor pode sofrer?
Gustavo Teixeira: As consequências para o bully (lê-se búli), como é chamado o agressor, também podem ser devastadoras. Eles são mais propensos ao uso abusivo de álcool e drogas, a se envolver em atos delinquentes e crimes, e a ter problemas futuros com a Justiça.

6- Se meu filho praticar bullying contra alguém, como eu devo agir?
Gustavo Teixeira: Explique a ele que esse tipo de comportamento é errado e inaceitável. Reforce valores como saber conviver em sociedade e ter respeito pelo próximo. Deixe claro que ele será punido caso volte a se comportar mal. Lembre-se, porém, de que os castigos não devem jamais ser físicos, porque isso apenas reforçará a agressividade nele. Passeios e lazer em família podem ajudar, já que aproximam pais e filhos. Por fim, peça ajuda também na escola. "Livrei minha filha da perseguição" I.F.B. é uma mãe carioca que conseguiu ajudar a filha de 6 anos a parar de sofrer com o bullying.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/diga-nao-ao-bullying-criancas-680560.shtml